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terça-feira, 30 de junho de 2015

Desfralde parte 2

Porque cada vez mais faço as minhas escolhas e não me deixo influenciar por opiniões desconstrutivas. Porque só oiço o que quero e só vejo o que quero ver. Porque escolho ser feliz em vez de ter razão. Porque a parentalidade não é competição é amor.
Porque sou teimosa na paz que quero para mim e para elas.

Mas nem sempre é fácil e volta e meia tropeço no ritmo alucinado da sociedade comum, e quase me despisto na competição. Mas depressa recebo o sinal que estou no caminho certo.

Resumidamente, começamos o desfralde (ou o estagio) aos dois anos, com a compra do redutor. Uma escolha bem cor-de-rosa e apelativa, seguida de historias e exemplos da rotina dos xixis de todos cá de casa e todas aquelas coisas que vemos no "manual de regras" de um desfralde.

Mas foi só alegria no inicio, que tal e qual como numa nova relação, se um não quer dois não dançam!
E assim esta  relação Madalena /Desfralde se tornou um amor-ódio!
A rapariga já não podia ouvir falar no xixi!

1ª Estratégia: Reduzimos a persistência das perguntas.
2ª Opção de jogo:  Reduzimos os treinos e demos férias ao penico!
1ºs Obstáculos : As frases comuns; "com fralda?" Que feia!" "A Maria já não usa fralda"!
Resultado: Cartão vermelho para essas opiniões e o um fora de jogo para o desfralde.

Ninguém conhece os filhos melhor que nós, nem mesmo as educadoras, os pediatras, os avós, os amigos e o google...! Temos que seguir o nosso instinto como pais e mais nada. E o meu dizia-me que ela ainda não estava  preparada.


Sim têm 2 anos e meio e ainda tem fralda. E sim tem uns pais que vão esperar, que vão respeitar o crescimento dela.
A única coisa a manter é a cueca por cima da fralda e de dia as fraldas cueca.
Nada de perguntas, nem mais idas à casa de banho.

Hoje nem de propósito, depois de assumirmos esta espera, o sinal chegou.

Brincou com uma amiga no parque, teve que mudar a fralda à frente dela e a amiguinha mostrou-lhe que já não tinha fralda.
Percebi pelo silêncio e pelo olhar que ela  sentiu algum constrangimento. Chegou a casa e foi sozinha á casa de banho. Tirou a fralda e pediu para se sentar no redutor. Não fez nada. Mas elogiamos.
Não quis por mais fralda o resto do final da tarde.

Jantou, foi brincar e de repente um: "estou aflita mãe"!!!!
Foi à casa de banho, sozinha tirou as cuequinhas e fez o 1º  xixi!

Elogiamos mas não mandamos a casa abaixo!
Percebi que ela não quer saber de presentes, nem autocolantes, nem cuecas com desenhos. Ela quer a normalidade dos dias, sem imposições, sem presas, simples como ela é.

4 comentários:

  1. Lindo, lindo, lindo! Vou partilhar no meu Blog! :) Cá em casa também estamos nesta fase, está a correr bem, mas há dias menos bons, a M. tem uma relação de ódio com a sanita, prefere o bacio :)

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    1. Não há mesmos regras, nem formulas secretas. O descomplicometro é o nosso maior aliado. Bjs grandes Maria!

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  2. Olá! Venho aqui hoje pela 1ª vez, e só posso dizer que connosco também foi assim. Há uma grande pressão da sociedade em geral para as coisas acontecerem a todos na mesma altura, e é dificil passar incólume. Mas cada vez tenho mesnmo duvidas que na maternidade o nosso instinto tem ser soberano! Estou a aprender a arte de ouvir, sorrir e fazer como bem entendo! Um beijinho

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  3. Adorei ler! Concordo a 100%, nós é que sentimos mais perto o que o se passa no coração dos nossos filhos <3

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