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sábado, 6 de junho de 2015

Varicela e um susto gigante!


Tantas varicelas que ajudei a tratar, inclusive a da maninha que de recordação só deixou fotografias ás pintinhas e uma marca minúscula no sobreolho.
 
Sabia que era uma doença contagiosa mas nunca olhei para ela com medo, 
Nunca conheci nenhum caso complicado e por isso era apenas uma doença benigna de infância. Uma doença de poucos sintomas e fácil de tratar em casa!

E de facto para além da prisão  que nos decretou, até ao 5º dia, tudo corria bem. Até que nesta madrugada as febres de 39º surgiram, e as queixas dela ganharam intensidade e as vesículas um aspecto estranho.

Por conselho medico fomos ás urgências e comprovou-se que havia infecção bacteriana secundaria, mas viemos para casa com antibiótico para tomar.

Ao 6º dia e depois de 24horas de antibiótico a febre não cedia, a varicela alastrou-se para o rabinho de tal forma incomodativa que ela de noite arrancou a fralda para se coçar! Tinha dores tão grandes que causaram fissuras internas. Por indicação do pediatra voltamos para ser observada e assim ficou internada.

A complicação inicial foi mesmo a infecção das lesões cutâneas por bactérias.
No 3º dia de internamento, já tinha quase tudo seco. Os enfermeiros davam 2 banhos por dia, com um copo de maisena e oleobam para hidratar. Depois de secar bem o corpo, desinfectavam as lesões uma a uma com água oxigenada, (as que borbulhavam eram as que identificam como infectadas).
  
Ficou a soro, antibiótico e o sos para a comichão, quando o atarax não fazia efeito. As 2ªs análises ao sangue chegaram melhores e a febre cedeu. Estava a correr tudo bem!
Até que surgiram os episódios de vómitos, três dias seguidos a prostração e um susto de todo o tamanho!
Não sei se fiz bem ou mal mas tinha lido muito sobre a varicela, conhecia-lhe os sintomas, os melhores e os piores.
Sabia que os sinais de infecção cerebral (encefalite), incluíam dores de cabeça intensas, sonolência e vómitos. Os médicos e os enfermeiros faziam aquela cara “de ponto de interrogação “e só o Pediatra dela nos conseguia transmitir alguma segurança.
Foi dos piores momentos da minha vida. Vi chegar a neurologista, Assisti aos testes que lhe faziam, vi a dificuldade com que ela ia correspondendo… Senti-me mal e perdi o chão, o norte e o sul.
Procurei em todo o lado a fé e o optimismo que sempre me guiou. Tinha que me levantar ela precisava mais do que tudo do nosso colo.

Voltaram a fazer analises e concluíram que era uma outra virose qualquer que a fazia vomitar e desidratar. Iniciou dieta de líquidos e soro oral e foi recuperando.
Na noite e no dia que teve alta manifestava um comportamento de irritabilidade forma do normal, voltaram a chamar a médica que nos deu alta e alertou para ficarmos atentos a esse comportamento.
A Madalena é meiguinha, muito brincalhona e nada birrenta, estava a assustar-nos mais uma vez com aqueles gritos e comportamentos estranhos. Viemos para casa e passou tudo! Possivelmente foi a forma de dizer que estava cansada de estar ali presa.
Podíamos ter ido para a Luz onde é seguida, mas a Estefânia foi sem duvida uma boa opção, por vários motivos. Como diz o Dr. António ali só o serviço de urgências é que é mau. Acrescento que as condições  para os pais "dormirem" são péssimas mas o que importa isso se estamos num hospital pediátrico? O que importa isso se os médicos são excelentes?
Mais uma vez concluímos também que não há pediatras perfeitos, mas nós ADORAMOS o nosso, que nos visitou e sabia sempre pelos colegas o estado e evolução da Madalena. Foi de todas as formas alguém que nos transmitiu sempre muito optimismo.
Foram 7 dias angustiantes que felizmente terminaram bem. 
Queria mesmo agradecer ao Dr. António Campos, aos queridos enfermeiros, à Drª. Inês, aos palhaços da Operação Nariz vermelho (que cantaram e encataram), aos leitores do blogue, aos seguidores do Instagram, aos amigos, à família, aos padrinhos, à maninha Mariana, aos incansáveis avós!

Há muitas controvérsias sobre a vacina, informem-se com o pediatra. Tambem não quero com isto assustar ninguém, felizmente há poucos casos que trazem complicacoes mais graves, á que estar bem informado e prevenido.

2 comentários:

  1. So happy for you all. É penoso passar por tudo isso e uma felicidade tremenda quando os vemos saírem bem e a ganharem à doença. Grande abraço

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  2. Patricia,
    Só vi agora o susto que apanhaste, que bom que tudo acabou em bem! Nem quero pensar nas horas de sofrimento que tiveste ao ver a Madalena nesta agonia!
    Um beijinho grande

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