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sexta-feira, 31 de julho de 2015

A nossa filha, os teus filhos e a minha filha

A mana foi passar férias com o Pai.

O quarto dela fica vazio e o meu coração também.
Talvez por isso ocupo mais esta divisão da casa, fico por aqui com a desculpa que estou a trabalhar e visito-o como se fosse a vizinha simpática que vem tratar das flores da casa ao lado. E é assim  que vou regando as saudades do teu cheirinho.

O meu coração esta mais vazio mas, depois de tantos anos já aprendi a viver melhor com esta ausência. Não é fácil! E tem dias melhores e outros assim-assim! Mas vai-se andando... Também já doeu mais, já chorei muito, já me desfiz e revoltei a fazer. Também já fui injusta, já disse coisas sem pensar, já fui egoísta, já fui parva e também já deixei de ser o que fui. Os anos acrescentam-nos sabedoria, por isso também já me perdoei, já desculpei e já curei!

Hoje só consigo ver o lado bom deste conceito de família diferente (cada vez mais presente).
Hoje só consigo pensar no que a vida me acrescentou, nas pessoas especiais que a minha filha ganhou e na família tão boa que nasceu.
Hoje só consigo desejar que um dia sejam amigos e que possam todos dizer que foram muito felizes.
Que se lixem as nossas saudades! Eles são o que mais importa. 

Um filho faz-nos falta todos os dias, mas isso aprende-se a gerir como todas as faltas que a gente carece. E se eles forem felizes os nossos incômodos são migalhas. O pão nosso de cada dia que não nos falte, e o AMOR de pai também não. Pai é pai e enganem-se as mães que compram guerras no maior ato criminoso e egoísta de querem os filhos só para elas!

Saber que ela está feliz do outro lado da família dela. Que vive rodeada de manos que se ADORAM, que tem o amor e carinho presente todos os dias de um Pai que a AMA incondicionalmente é o combustível necessário para superar estes dias com menos um!

A Mariana tem mais dois manos.
E como é que se explica isto aos manos pequenos?
Não se explica!
Vai-se agindo com a maior naturalidade do mundo, de acordo com a idade de cada um.

"Onde  vai a mana"?
 "A mana vai para casa do G. e do R." "Vão brincar, vão passear e depois ela volta".

E aos poucos com a maturidade necessária eles vão entendendo, sem levantar grandes questões.
Volta e meia surgem aquelas perguntas engraçadas, que nos fazem rir a todos. E  a rir vamos brincando com assuntos sérios que tem a dimensão e a importância que cada um lhes quer dar.

O mano mais velho subiu e brincou com a mana da mana e sempre que se veem trocam estes sorrisos cúmplices.
No fundo não são família, não convivem diariamente juntos, mas partilham o mesmo AMOR para toda a vida: a mana. E isso é suficiente para que todos nós sejamos também cúmplices no entendimento deles e no saber viver este
conceito de nova família.



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